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A Policia e as Revistas pessoais.

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Via : Advogados Ativistas

A REVISTA PESSOAL, é um tema capaz de provocar calorosas discussões, quantas vezes você não discutiu sobre isso na mesa de um bar? Pois é, nenhuma, mas saiba que existem muitos estudiosos se debruçando sobre o tema. O motivo deste furor jurídico é o fato da busca pessoal impor-se de forma coercitiva, sem precisar da concordância do cidadão. Além disto, a revista pessoal pode ser realizada pela polícia, a partir de circunstâncias determinantes, sem necessidade de intervenção do Poder Judiciário. Assim sendo, no momento da abordagem policial, cabe ao cidadão tão somente levantar os braços e obedecer às ordens emanadas pelo policial. Eu sei que você não gostaria de ouvir isto, mas é a realidade. Porém estamos aqui para armá-los de conhecimentos e ensiná-los a reconhecer e se defender dos abusos.

A revista pessoal está prevista em lei, mais especificamente no art. 244 do Código de Processo Penal, e são três os possíveis casos dela ocorrer, quais sejam: 1. no caso de prisão; 2. quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida ou de objetos ou papéis que constituam corpo de delito; e 3. no curso de regular busca domiciliar (nesse caso o policial tem que possuir um mandado policial pra entrar na sua casa – só com isso ele já pode te revistar também).

Neste texto nós abordaremos apenas o item segundo, que é bem polêmico por sinal. A “fundada suspeita”! Como você já deve ter reparado trata-se de uma interpretação um tanto quanto subjetiva. Neste termo, existe um terreno fértil para interpretações que possam ser descuidadas, ou até mesmo preconceituosas, racistas, pelo agente autorizado a realizar a busca pessoal. Podemos dizer que experiências pessoais e profissionais podem estigmatizar determinada aparência como suspeita e, diante da incerteza da definição legal, podem delimitar características de um suspeito. Muitas vezes os preconceitos podem, no imaginário social, determinar que o suspeito seja aquele que está mal vestido, com “cara de bandido”, também influenciando escolhas, pelos policiais, das pessoas que podem ou devem ser abordadas na rua. Como vocês devem imaginar, isso acontece, e muito.

Por isso, é preciso garantir total atenção à expressão “fundada suspeita”. Pois, somente é permitida a busca pessoal diante de uma suspeita fundamentada, palpável, baseada em algo concreto. Se liga na expressão correta: “Fundada suspeita”, e não “atitude suspeita”. Isto é muito importante, porque, segundo os doutrinadores, os veneráveis mestres imortais do mundo jurídico, a suspeita é uma desconfiança ou suposição, algo intuitivo e frágil por natureza. Em razão desta fragilidade da “atitude suspeita” a norma exige a “fundada suspeita”, que é mais concreta e segura. Assim, quando um policial desconfiar de alguém, não poderá valer-se, unicamente, de sua experiência ou pressentimento, necessitando, ainda, de algo mais palpável, como a denúncia feita por terceiro de que a pessoa porta o instrumento usado para o cometimento do delito, bem como pode ele mesmo visualizar uma saliência sob a blusa do sujeito, dando nítida impressão de se tratar de um revólver.

Tecnicamente falando, a “fundada suspeita”, prevista no art. 244 do CPP, não deve fundar-se em parâmetros unicamente subjetivos, ela exige elementos concretos que indiquem a real necessidade da revista, em face do constrangimento que causa para a pessoa. Portanto, não é válida a alegação de um policial que relata que o cidadão trajava um “blusão” suscetível de esconder uma arma, sob risco de ocorrer condutas arbitrárias, ofensivas a direitos e garantias individuais e caracterizando portanto o abuso de autoridade.

Felizmente, a busca pessoal não é legalmente prevista para atividades ditas como meramente preventivas, a exemplo de operações do tipo “Batida Policial”, “Blitz Repressiva”, entre outras ações em que o cidadão é revistado arbitrariamente sem haver a fundada suspeita. Por exemplo, é extremamente questionável a operação policial que aborda pessoas aleatoriamente na rua nos momentos pré-manifestação. Segundo os doutrinadores, mestres veneráveis do Olimpo jurídico, a revista pessoal não é um meio de prevenção ou repressão, mas um meio de prova. Tanto é assim que o art. 244 do CPP, que trata da busca pessoal, está disposto no título “Das Provas”.

Sensatamente falando, a busca pessoal deverá sempre ser orientada pela análise da real necessidade do seu emprego, visando a proporcionalidade exigida na relação entre a limitação do direito individual e o esforço estatal para a realização do bem comum e, finalmente, pela eficácia da medida, que deve ser sempre adequada para impedir prejuízo ao interesse público.

Vamos dizer que Estado confia e aposta que o subjetivismo do agente policial não será abusivo, ilegal. Mas como definir objetivamente a linha que separa o limiar da legalidade, se a própria lei não estabelece parâmetros claros? Entende-se que esses parâmetros estão na Constituição Federal, nos princípios da legalidade, da igualdade, no direito de ir e vir, e em diversos outros que se encontram no art. 5º, que estabelece direitos e garantias fundamentais, cláusulas pétreas. Pra quem achou que Direito era algo simples, esquece, é preciso saber trabalhar com palavras e interpretações diferentes de um mesmo texto legal. Que saudades da matematica, né? Pois é, talvez vocês já possuam alguns elementos para entenderem o que é abusivo dentro do tema revista pessoal. Aguarde o nosso próximo post sobre o tema. Polêmica garantida.ia

A REVISTA PESSOAL, é um tema capaz de provocar calorosas discussões, quantas vezes você não discutiu sobre isso na mesa de um bar? Pois é, nenhuma, mas saiba que existem muitos estudiosos se debruçando sobre o tema. O motivo deste furor jurídico é o fato da busca pessoal impor-se de forma coercitiva, sem precisar da concordância do cidadão. Além disto, a revista pessoal pode ser realizada pela polícia, a partir de circunstâncias determinantes, sem necessidade de intervenção do Poder Judiciário. Assim sendo, no momento da abordagem policial, cabe ao cidadão tão somente levantar os braços e obedecer às ordens emanadas pelo policial. Eu sei que você não gostaria de ouvir isto, mas é a realidade. Porém estamos aqui para armá-los de conhecimentos e ensiná-los a reconhecer e se defender dos abusos.

A revista pessoal está prevista em lei, mais especificamente no art. 244 do Código de Processo Penal, e são três os possíveis casos dela ocorrer, quais sejam: 1. no caso de prisão; 2. quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida ou de objetos ou papéis que constituam corpo de delito; e 3. no curso de regular busca domiciliar (nesse caso o policial tem que possuir um mandado policial pra entrar na sua casa – só com isso ele já pode te revistar também).

Neste texto nós abordaremos apenas o item segundo, que é bem polêmico por sinal. A “fundada suspeita”! Como você já deve ter reparado trata-se de uma interpretação um tanto quanto subjetiva. Neste termo, existe um terreno fértil para interpretações que possam ser descuidadas, ou até mesmo preconceituosas, racistas, pelo agente autorizado a realizar a busca pessoal. Podemos dizer que experiências pessoais e profissionais podem estigmatizar determinada aparência como suspeita e, diante da incerteza da definição legal, podem delimitar características de um suspeito. Muitas vezes os preconceitos podem, no imaginário social, determinar que o suspeito seja aquele que está mal vestido, com “cara de bandido”, também influenciando escolhas, pelos policiais, das pessoas que podem ou devem ser abordadas na rua. Como vocês devem imaginar, isso acontece, e muito.

Por isso, é preciso garantir total atenção à expressão “fundada suspeita”. Pois, somente é permitida a busca pessoal diante de uma suspeita fundamentada, palpável, baseada em algo concreto. Se liga na expressão correta: “Fundada suspeita”, e não “atitude suspeita”. Isto é muito importante, porque, segundo os doutrinadores, os veneráveis mestres imortais do mundo jurídico, a suspeita é uma desconfiança ou suposição, algo intuitivo e frágil por natureza. Em razão desta fragilidade da “atitude suspeita” a norma exige a “fundada suspeita”, que é mais concreta e segura. Assim, quando um policial desconfiar de alguém, não poderá valer-se, unicamente, de sua experiência ou pressentimento, necessitando, ainda, de algo mais palpável, como a denúncia feita por terceiro de que a pessoa porta o instrumento usado para o cometimento do delito, bem como pode ele mesmo visualizar uma saliência sob a blusa do sujeito, dando nítida impressão de se tratar de um revólver.

Tecnicamente falando, a “fundada suspeita”, prevista no art. 244 do CPP, não deve fundar-se em parâmetros unicamente subjetivos, ela exige elementos concretos que indiquem a real necessidade da revista, em face do constrangimento que causa para a pessoa. Portanto, não é válida a alegação de um policial que relata que o cidadão trajava um “blusão” suscetível de esconder uma arma, sob risco de ocorrer condutas arbitrárias, ofensivas a direitos e garantias individuais e caracterizando portanto o abuso de autoridade.

Felizmente, a busca pessoal não é legalmente prevista para atividades ditas como meramente preventivas, a exemplo de operações do tipo “Batida Policial”, “Blitz Repressiva”, entre outras ações em que o cidadão é revistado arbitrariamente sem haver a fundada suspeita. Por exemplo, é extremamente questionável a operação policial que aborda pessoas aleatoriamente na rua nos momentos pré-manifestação. Segundo os doutrinadores, mestres veneráveis do Olimpo jurídico, a revista pessoal não é um meio de prevenção ou repressão, mas um meio de prova. Tanto é assim que o art. 244 do CPP, que trata da busca pessoal, está disposto no título “Das Provas”.

Sensatamente falando, a busca pessoal deverá sempre ser orientada pela análise da real necessidade do seu emprego, visando a proporcionalidade exigida na relação entre a limitação do direito individual e o esforço estatal para a realização do bem comum e, finalmente, pela eficácia da medida, que deve ser sempre adequada para impedir prejuízo ao interesse público.

Vamos dizer que Estado confia e aposta que o subjetivismo do agente policial não será abusivo, ilegal. Mas como definir objetivamente a linha que separa o limiar da legalidade, se a própria lei não estabelece parâmetros claros? Entende-se que esses parâmetros estão na Constituição Federal, nos princípios da legalidade, da igualdade, no direito de ir e vir, e em diversos outros que se encontram no art. 5º, que estabelece direitos e garantias fundamentais, cláusulas pétreas. Pra quem achou que Direito era algo simples, esquece, é preciso saber trabalhar com palavras e interpretações diferentes de um mesmo texto legal. Que saudades da matematica, né? Pois é, talvez vocês já possuam alguns elementos para entenderem o que é abusivo dentro do tema revista pessoal. Aguarde o nosso próximo post sobre o tema. Polêmica garantida.

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Introdução e manifesto Black Bloc

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Uma vez como uma estratégia autônoma Black Bloc se diferencia das massas por suas roupas negras, pessoas de diversos movimentos e meios sociais se encontram de uma maneira autônoma em um protesto marcado por eles ou outras pessoas e movimentos, tem como objetivo principal usar de violência defensiva para proteger o máximo de manifestantes possíveis, além de atacar símbolos do capital ou do capitalismo.

O Black Bloc, ou Bloco Negro em português, é aquele grupo que está na frente das grandes manifestações em momentos de conflito. Não são eles que iniciam, são eles que seguram a carga da polícia de choque, o gás, as balas de borracha, e as verdadeiras também pra que os restantes manifestantes possam correr.

Introdução em Video ao Black Bloc (Legendado)

Para além da indumentária, a afinidade entre posições ideológicas das respectivas organizações é o que junta os participantes num “black bloc”. Maioritariamente, dirigem a sua ação para estabelecimentos de marcas internacionais e bancos.

“Aqueles que possuem autoridade, temem a máscara pelo seu poder em identificar, rotular e catalogar comprometido: em saber quem você é… nossas máscaras não servem para esconder ou ocultar a nossa identidade, mas para revelá-la… hoje nós devemos dar um rosto a essa resistência; colocando nossas máscaras mostramos a nossa união; e levantando as nossas vozes nas ruas, nós botamos pra fora toda a raiva contra os poderoso sem rosto…”
Tirado de uma mensagem imprimida dentro das 9000 máscaras distribuídas no dia 18 de junho de 1999, carnaval anti-capitalista, que destruiu o distrito financeiro central de Londres.

São a nossa Tropa de Choque, não são bandidos/marginais/vândalos como a midia nos quer fazer crer, ao passar a imagem de que são terroristas para os desacreditar e dividir o povo. São a nossa defesa da mão pesada do Estado.
a maioria corre eles retardam o opressor ao máximo. São o grupo abnegado que zela pela segurança do resto da manifestação.
Ao que a Polícia e os media chamam violência, estes grupos chamam “ação direta”: destruição de propriedade para “vacinar” as autoridades locais contra futuras iniciativas, perturbação e interrupção dos trabalhos da cimeira e, no limite, a instigação de motins para “precipitar a insurreição” são alguns dos objetivos a que um “black bloc” pode aspirar, lê-se numa das páginas de Internet dedicadas a explicar o que é e como se faz um “black bloc”.
Pode se dizer que o Black Bloc também é uma estratégia de arte logo que os mesmos servem também para inspirar as massas a lutar ou como o famoso ditado popular destruir o que te destrói, sua ação expõem cada vez mais a violência do estado mostrando assim o real cara do totalitarismo moderno, o chamado sistema capitalista.
Aqui esta um vídeo de ação direta do Black Bloc contra grandes marcas e empresas em São Francisco no inicio de 2012.
“Ao contrário de outras atividades completamente encobertas, pode criar situações voláteis, em que as ações de poucos podem levar a que outros se lhes juntem. Uma das muitas qualidades negativas do terrorismo é que, no máximo, consegue ser um desporto de bancada; um ‘bloc’, por outro lado, pode ser uma experiência participativa e contagiante de radicalização”, argumenta-se.
O “manual” indica ainda como reagir perante “os outros”, os manifestantes de “índole mais ‘liberal’ ou autoritária”, que podem ser também o inimigo, tal como a Polícia, atacando os membros de um “black bloc”, denunciando-os às autoridades.
“Nunca se deve reagir com violência. Uma ação direta que se transforma numa escaramuça com os habitantes locais ou outros ativistas é desastrosa para todos. Deve tentar-se resolver as diferenças falando, se possível”, recomenda o “manual de instruções”.
Ainda na mesma página, dão-se instruções detalhadas sobre como preparar e agir num “black bloc”, desde os acessórios de defesa (escudos, máscaras, lenços molhados com sumo de limão para enfrentar o gás lacrimogêneo) aos de ataque (sprays de tinta, fisgas, cocktails molotov ou alicates).
Se, por um lado, as máscaras e roupas negras permitem aos participantes num ‘black bloc’ reconhecerem-se e contarem com a força dos números, também dão à Polícia a oportunidade de introduzir agentes infiltrados, uma das críticas discutida entre os próprios movimentos que dão corpo a “black blocs”.
Apesar de hoje muitos dos contatos entre organizações se fazerem online, o “black bloc” não é uma invenção da era da Internet: desde o final dos anos 70 que grupos de protesto – ativistas anti-nuclear e anarquistas, por exemplo – mantêm esta tradição.
Os “black bloc” têm-se feito notar em reuniões internacionais de organizações como o G20 ou a Organização Mundial do Comércio.
Black Blocs pré-Seattle
Em novembro de 1999, a tática do Black Bloc parecia nova para muitos americanos porque, em parte, as ações e as idéias do movimento Autônomo europeu eram obscurecidas ou ignoradas pela mídia americana e quase nem foram divulgadas. Contudo, a ignorância pelo Black Bloc também provém do fato que muitos americanos recebem notícias de acontecimentos regionais de uma mídia manipuladora, a qual ignora quaisquer acontecimento que não servem para os seus propósitos, apresentando qualquer evento que tom o lugar como um espetáculo singular, desconectado do passado e do futuro, a ser esquecido em pouco tempo, mesmo se aconteceu recentemente.
Radicais nos EUA nunca foram totalmente ignorantes a respeito das idéias e ações dos Autônomos europeus, e o desenvolvimento da subcultura punk/hardcore, dos anos 80, nos EUA, se espelhou na cultura Autônoma. Desde o começo de 1990, anarquistas e outros radicais nos EUA, estavam usando máscaras nas passeatas e protestos, criando laços de solidariedade entre os manifestantes e o anonimato perante as autoridades.
Enquanto durava a Guerra do Golfo, um protesto nas ruas de Washington D.C. incluiu o Black Bloc, que quebrou as vidraças do prédio do Banco Mundial. Naquele mesmo ano, no Columbus Day, em São Francisco, um Black Bloc apareceu para mostrar à resistência militante, o contínuo genocídio da dominação norte-americana pelos europeus. Pessoalmente, o maior Black Bloc que eu já vi foi no M4M (millions for Mumia), na Filadélfia, em abril de 1999.
Eu diria que havia, no mínimo, 1500 vestidos de preto, mascarados e carregando faixas como: “Vegans por Mumia”. Apesar de não ter acontecido nenhuma batalha de rua e, particularmente, nenhuma destruição de propriedade privada, alguns garotos entraram em um estacionamento, ao longo da passeata, e subiram no teto, agitando a bandeira negra.O futuro global da máscara preta
O símbolo do militante autônomo mascarado se espalhou pelo terceiro mundo. Ao mesmo tempo que o NAFTA, política econômica destrutiva neoliberal foi declarado no dia 1 de janeiro de 1994, a revolta guerrilheira explodiu em Chiapas, um estado do sul do México.
O levante procurava criar espaços, para o desenvolvimento de uma organização social autônoma entre a marginalizada população indígena. A ala armada dessa luta pela autonomia comunitária e a democracia direta sem coerção ou hierarquia, tem sido e continua sendo, os Zapatistas, homens e mulheres que sam máscaras negras sempre que aparecem em público. Muitos autônomos e anarquistas têm os visitado e tentado ajudá-los com conhecimento, dinheiro, materiais, e criando solidariedade e atenção internacional para a situação em Chiapas.
Voltando a Alemanha, os Autônomos passam por tempos difíceis. Dizem por aí que os squatters anteriores tomavam conta de, no mínimo, 165 grandes apartamentos na Alemanha Ocidental, mas até 1997, sobraram apenas 3 apartamentos. Legalizar alguns squats enquanto brutalmente despejavam outros, funcionou como política eficiente para o Estado-polícia. Muitas pessoas que vivem em squats legalizados estão impedidos de virar o jogo, encorajando e expressando solidariedade com estratégias praticadas por outros squatters, e essa marginalização deixa mais fácil a derrota squatter, nas batalhas urbanas, pelas crescentes forças policiais.
O ressurgimento do neo-nazismo, no que um dia foi Alemanha Ocidental, e em outras áreas do país significou maiores problemas para os Autônomos alemães. Eles enfrentam a violência e o assassinato de ataques neo-nazistas, onde essas gangues policiam as ruas como uma “tropa contra punks e imigrantes”.
A maior parte do tempo e esforço dos Autônomos, vai para a organização de ações e grupos anti-fascistas, mas isso também significa negligenciar as tarefas para o desenvolvimento de alternativas para uma sociedade anti-autoritária, um dos objetivos originais dos Autônomos. “Antifa” ou grupos anti-fascistas levam os Autônomos a confrontos ainda mais violentos com a polícia alemã, que basicamente apoia os grupos neo-nazistas e sua ideologia nacionalista, racista –isso quando oficiais da polícia não estão diretamente ligados a grupos fascistas.
Rumores dizem que muitos militantes na Europa Sententrional, onde o Black Bloc têm sido uma estratégia de manifestação comum, têm desistido ao mesmo tempo que paravam de atingir seu objetivo. O poder de repressão estatal tem desenvolvido e usado forças tecnológicas, legais e físicas ainda maiores para isolar, observar, perseguir e localizar os envolvidos com os Black Blocs. Um processo semelhante está acontecendo nos EUA, com o ressurgimento das táticas ao estilo COINTELPRO, tendo como alvo os radicais que se opõe ao império estatal americano de capitali$mo globalizante.
Mesmo que o Black Bloc continue como estratégia, ou seja abandonado, certamente, serviu ao seu propósito. Em certas épocas e lugares, o Black Bloc efetivamente, levou as pessoas a agir em solidariedade coletiva contra a violência do capitalismo e do Estado. É importante que nós não fiquemos presos à nostalgia como um ritual ou uma tradição ultrapassada, nem rejeitar tudo porque, ás vezes, parece inapropriado.
Em vez disso, devíamos continuar lutando pragmaticamente (e teoricamente), para preencher nossa necessidades e desejos individuais através de várias táticas e objetivos, quando elas forem apropriadas ao momento específico. “Disfarçar-se” como um Black Bloc tem sua hora e seu lugar, assim como as outras estratégias que se confrontam com ela…
Acompanhe abaixo o manifesto de adeptos a tática no Brasil
  • Manifesto Black Bloc

1. O BB não é um grupo deliberadamente e  randomicamente hostil. Nossa luta é contra as grandes corporações, instituições e organizações opressoras e em  defesa de suas vítimas – de forma ativa.

2. O BB  repudia infiltrações e tentativas de desmoralização e corrupção de  movimentos sociais. Frente a infiltrados e provocadores, o BB irá coibir  a ação através da conversa e da denúncia. Caso necessário, empregará  outras técnicas.

3. O BB é organizado de forma horizontal e descentralizada – Não temos líderes. Todas as decisões são pautadas de forma democrática e autônoma.

4.  Acreditamos que a forma mais eficaz de atingir grandes corporações, instituições e organizações opressoras dá-se no âmbito financeiro – Daí o caráter hostil de nossas ações contra multinacionais e semelhantes.

5.  Reconhecemos o pequeno empresário como vítima do sistema. Repudiamos e  tentamos a toda força coibir atos que visam prejudicá-lo.

6. Repudiamos toda forma de política extremista – Somos contra o monopólio de riquezas e a exploração das massas.

7. Somos contra  veículos de comunicação tendenciosos e mentirosos.

8. Declaramos inimigos quaisquer meios de repressão e/ou opressão, sejam essas de caráter físico ou psicológico.

9. A corporação policial torna-se nossa inimiga [somente] a partir do momento em que suas ações tomam caráter opressor ou repressor.

Abaixo texto escrito por adepto ao Black Bloc no Brasil em resposta a diminuição no numero de manifestantes e em resposta a midia facista e sensacionalista

“Usar Bloco Negro como desculpa é muleta de covarde”

Acho que precisamos esclarecer algumas coisas aqui, primeiro falar que o Black Bloc afastou as pessoas das manifestações é tentar justificar sua covardia perante o enfrentamento da opressão do estado e destruir oque te destrói, você se afasta das manifestações ou porque sempre foi acomodado e não acordou para realidade coisa nenhuma e agora que a ditadura do estado mostra sua cara usou o vandalismo como bode expiatório para fugir para sua casa e se esconder isso chama-se covardia, ou então usou o vandalismo como desculpa para fugir das manifestações porque estava com medo de tomar porrada da Policia e isso também é covardia, se não estava preparado para as consequências porque saiu na rua brincar de revolução?
A critica as mascaras do Black Bloc também é infundada e falta muito informação ai, para começar vamos falar sobre a velha frase “Quem usa mascaras é bandido” bom meu amigo ou amiga se você acha isso eu tenho uma péssima noticia para você isso chama-se preconceito, então me diga se bandidos resolveram usar mascara para ocultar sua identidade então eu devo me privar do direito de usa-la por causa disso? Não acha que existe um certa inversão de valores ai, se a sociedade tem preconceito ela que quebre seus paradigmas e não os mascarados removerem suas mascaras.
Ainda no tema das mascaras muitos acham que não tem necessidade de usar mascara bom as mascaras podem servir tanto para demonstrar cultura de um povo quanto por movimentos sociais para representar suas ideias e ideologias, e em uma eventual repressão do capital através do estado e de seu braço armado a policia, as mascaras servem para evitar perseguição politica do governo e para garantir a integridade física e psicológica dos manifestantes podendo as usar para amenizar os efeitos do gás lacrimogêneo e outras armas utilizadas pelos ditadores do capital para reprimir o povo.
Alem de sua proibição ser inconstitucional.
Agora vamos a outra questão, “Os Black Blocs incentivam a violência e dão motivos para a Policia atacar” Bom o Black Bloc não incentiva a violência, oque o Bloco Negro faz é reagir ao ataque e a truculência da PM e procurar proteger o máximo os manifestantes, alem é claro destruir símbolos do estado mercantil totalitário ou como o conhecemos capital (capitalismo selvagem), não incentivamos a violência e muito menos damos motivo para a Policia atacar, como se a PM necessita-se de um motivo para atacar, a Policia não é do povo não responde ao povo e muito menos trabalha para o povo, isso é fachada pois a policia responde unicamente para o governador e o estado, o governador e os políticos autorizam a truculência pois tem medo de um revolução ou melhor ainda de perder seu poder sobre a população submissa, portanto a PM atacara sobre as ordens do governador se ele se sentir ameaçado e não por causa do vandalismo, em contra ponto desta visão um protesto completamente pacifico também não ira funcionar, vocês respeitando todas as leis sem intervenção direta ou desobediência você estará apenas reproduzindo as pirâmides e hierarquias que o capitalismo já impôs sobre você, se for assim não quebraremos o sistema de rotinas controladas e seremos ignorados pelo poder, portanto se acha que seu protesto pacifico sem BB vai funcionar ou não terá repressão policial tire seu cavalinho da chuva porque ai vem tempestade.
NÃO existe pretexto para repressão.
Emissoras de televisão o perigo de nossa nação, coloque isso na sua cabeça Globo,Record são empresas corporações que por sua vez são sustentadas por propagandas e seus comerciais e quem pagas esses comerciais são as multinacionais os bancos e as empresas que sustentam o capital esses mesmas empresas que ganham milhões todos os anos enquanto o resto do mundo passa fome, portanto as emissoras de televisão nunca vão defender a destruição da propriedade de seus financiadores, você telespectador não é cliente da emissora seus clientes são os que pagam sua publicidade ela só usa sua audiências para ganhar dinheiro destas corporações, a mídia não tem compromisso com a verdade e muito menos quando essa verdade prejudica seus ganhos, então comece a usar outras fontes de pesquisa que não seja a mídia corporativa, porque uma emissora de televisão não é publica ela é uma empresa e vai fazer oque for benéfico para ela, tenha isso em mente e procure informações por outras fontes como a internet por exemplo em vez de só a Televisão.
E os mais engraçados são as pessoas que criticam o Bloco Negro sem sair de casa em frente a seu computador, não vamos ser precipitados em julgar a ação de alguém que você não conhece e muito menos sabe o objetivo,logo que você também não esta fazendo nada.

“Os governos nos temem pois um fantasma não pode ser comprado ou corrompido, Viva a autonomia, Viva a Anarquia” ~Crasher